081 | Rindo da própria desgraça: Eu não sou libanês…

Antes que meu telefone toque, que meu whatsapp me notifique que chegou mensagem ou meu E-mail avise que ‘chegou mensagem para você’ quero te avisar que a história a seguir não trata-se de preconceito ou falta de respeito com um ‘inválido’ pois aconteceu comigo, eu fui o ‘libanês’ da história e confesso: EU RI DEMAIS DA MINHA PRÓPRIA DESGRAÇA….

A cerca de 15 meses um forte AVC e um Enfarto me pegou de ‘jeito’ e dias atrás eu encontrei dentro das Lojas Americanas o paramédico que me socorreu e ele me abordou: ‘Vem cá, você se chama Léo?’ E ele completou depois da minha resposta afirmativa: ‘Eu fui o médico que te socorri e eu achei que você não iria sobreviver‘.

Bom nem ele, nem os Médicos da Santa Casa, nem os médicos do HU, nem a minha mulher e nem Eu, mas DEUS tinha outros planos. E dessas doenças fiquei com algumas sequelas, entre elas, uma voz muito parecida com a do Pato Donald ou de um libanês…

Eu consigo rir de mim mesmo e das minhas próprias desgraças e fracassos, e normalmente eu estou 90% do meu dia rindo, brincando e encarnando com quem está à minha volta.

No nascimento do meu primogênito eu coloquei um cartaz que dizia assim ‘venha conhecer o Brenno, o herdeiro da minha camisa do Vasco e das minhas camisolas femininas: Léo‘, coloquei em todos os 9 andares da Maternidade carioca onde ele nasceu, e a mãe dele recuperando-se de uma cesárea não entendia aquela multidão no quarto para ver, quem era o Brenno? Sem exageros, passaram por ali umas 200 pessoas ou mais. Quando a Bia nasceu eu um fiz um Stand-Up na enfermaria do Hospital e dei apelidos para os outros pais: Cabeção, japônes, negão… Vou no supermercado como estivesse indo em um show de humor. E sempre ouço: ‘Como você consegue viver assim, bem humorado?’, eu não respondo, só abro um sorriso.

E foi assim na Vila Alba. Eu e minha esposa estávamos procurando uma rua e paramos para perguntar a um casal que estavam tomando tereré na beira da calçada da casa deles:

– ‘Meu amigo boa tarde, você sabe onde fica a rua...’ peguntei para aquele homem.

Gentilmente ele me disse como chegar na rua que eu procurava e terminou assim:

– ‘Tenha um bom dia pra você também, o senhor é turco ou libanês?’

Minha esposa já explodiu num riso incontrolável pois me conhece como ninguém e já imaginava o tom e o teor da resposta:

– ‘Não meu amigo, sou AVECÊS... kkkkkkkkkkkkkkkkk.

O cidadão não sabia onde enfiar a cara e a esposa ficou vermelha de tanta vergonha: ‘Meu Deus do Céu.’

Rindo e gargalhando dei partida e fui embora.

Léo Vilhena
‘Eu não sou libanês’

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